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O Hobbit - A Batalha dos Cinco Exércitos - por Saul Junior



“Em um buraco no chão vivia um Hobbit”.
 Assim começou a saga de uma criatura diminuta que acompanhada de um mago e de uma companhia de anões subiriam até a Montanha Solitária para recuperar seu lar de um terrível dragão. Para alegria de muitos (e tristeza de Christopher Tolkien) em dezembro de 2014 foi lançado o ultimo pedaço da adaptação em três partes daquele pequeno livrinho (sem qualquer conotação no emprego do diminuitivo) para o grande ecrã onde Peter Jackson nos brindou com muitas coisas boas e algumas odiosas. Não, não falo apenas da Tauriel. =Pp
Se você não viu o filme saiba que vale muito a pena vê-lo. É sempre legal, usando o mais simples dos adjetivos, ver a Terra Média representada em qualquer mídia que for. A versão cinematográfica da obra de Tolkien dura um pouco mais que duas horas (fugindo a regras dos mais longos anteriormente) e tenta agradar a todos. Tem uma Guerra pipocando, lutas épicas, tem comédia escrachada, tem ação, tem romance (ainda que confuso) e assim vai até o fim. Há também as lindas tomadas da Nova Zelândia caracterizadas para dar vida ao Condado e outros lugares desse mágico lugar. O roteiro não me agradou da maneira como conduziu as cenas, como foi feito os cortes e achei que muita coisa foi jogada, mas nada que comprometa a jornada que Peter Jackson propôs dando vida aquele bando folgado de anões (hehe) e seu ladrãozinho contratado. Pode ir na fé que é diversão para você, namorada, papagaio e o que for. Mesmo como fã, a menos que você seja um xiíta brabo de Mordor ou um purista, você vai gostar de muitas cenas. Não posso deixar de ser sincero e apontar vários “solavancos” não tão raros no filme que te fazem cortar um pouco o embalo e te tirar daquela imersão. Esse é um resumo. Agora quero deixar meu lado nerd comentar o filme às veras…
Update: Vi o filme uma segunda vez e desliguei totalmente o modo crítica, ignorando vários filtros, e o filme é mesmo mais divertido quando você se deixa levar pela empolgação e pelo modo Coca-Cola, Pipoca e vibração, haha...

Bom, se você não viu o filme e não quer spoilers, ainda que alguns sem importância, pare por aqui. Eu avisei.

Antes de começar a tecer meus comentários sobre o filme quero dizer que fiquei 10 minutos na fila para comprar a pipoca mais intragável que comi em minha vida. Puta que pariu, Cinema Itaú  do Bourbon Country, vão se catar com esses pedaços de isopor que vocês chamam de pipoca. A pior de toda Porto Alegre…
Update: Essa segunda vez fui ver no Imax do Bourbon Wallig e duas coisas podem ser ditas com certeza: 1) O Imax realmente dá uma força maior para qualquer filme, é um 3D mais vem feito e claro além de excelente sistema de som, teve pedaços de telhas voando que eu me esquivei além de contemplar o focinho do Smaug, o terrível, em terceira dimensão bem na minha frente... 2) Pipoca quentinha e com gosto de... vejam vocês... Pipoca!

Beleza, agora sim, a resenha…

O que eu achei do filme? Embora um misto de emoções diferentes tenham me assaltado durante um pouco mais de duas horas acredito que a resposta mais franca seja que achei a película com um roteiro bem fraco e que se salva pela força dos personagens e pela emoção injetada empregada pelas batalhas que são cheias de ação, mas muito jogadas ao acaso. Há uma falta de contextualização em muitas das partes do filme. Cada um terá sua percepção, mas haviam inúmeros fatos que a todo momento me tiravam do contexto do filme. E não, não vou falar que Tauriel não é um personagem de O Hobbit (ela está lá, fazer o quê… Resta aceitar e ver o filme) e que isso ou aquilo não é exatamente igual ao livro.Só é bom manter os olhos em uma frase do próprio Tolkien: ”Os cânones da arte narrativa em qualquer mídia não podem ser completamente diferentes; e o fracasso de filmes ruins com frequência está precisamente no exagero e na intrusão de material injustificado que se deve a não-percepção de onde o núcleo do original se situa.”. Frase sobrescrita por Sergio Ramos em uma boa resenha.
A película começa embalado pela ação entrecortada de um filme para o outro. Depois daquele enorme troféu imprensa anão de ouro líquido o Smaug partiu furioso contra a Cidade do Lago. A cena inicial de Smaug tocando o terror é cheio de efeitos, explosões e destruições. Tudo muito bonito e trabalhado. Bard consegue se soltar facilmente de sua prisão em uma cena bizarra pra caramba onde o pescoço do Mestre da cidade é mais forte que uma parede de madeira preparada e parte para o seu momento glorioso: Matar a fera. Praticamente é o trabalho de sua vida.
Muita gente reclamou da balestra de anão já que no livro o instrumento utilizado era um simples arco, porém esse foi sem dúvida o menor dos problemas desse pedaço do filme. Não sou daqueles caras chatos que acham que tudo tem que ser idêntico a obra original literária, afinal, se soubéssemos o que vai acontecer de cabo a rabo cadê a graça, certo? Porém sou sim a favor da não desvirtuação de personagens (tipo mudar totalmente seu jeito, personalidade ou atitudes…) e nem que seja um pouco da factualidade em um filme de ficção. Um dragão voador que fala pra mim está ok, porém um dragão que conversa e age como um vilão de desenho animado foi frustrante. Confesso que ao ler o livro senti uma certa decepção na maneira como Smaug, o tirano, parece mais o Smaug, a Lagartixa de Cristal. Minha grande esperança era que PJ levasse a cabo um final mais real e emocionante para o grande réptil antigo. Mais ou menos como fizeram no O Nevoeiro onde um pequeno ponto a mais (no caso do final) tornou o filme tão interessante quanto o conto do próprio Stephen King. Porém como mencionei Smaug ficava soltando frases do tipo “Olha eu vou te matar, hein”, “Vou mesmo…” e “Quem avisa amigo é…” (óbvio que não exatamente essas) que poderiam ter dado um resultado mais favorável para a salamandra gigante se ele simplesmente tivesse voado para cima de Bard e seu filho presos no alto de uma torre de madeira ou mesmo esbaforido algumas chamas mortais fazendo um churrasquinho maneiro. Mas não, foi mais digno de Tom e Jerry um discurso até que Bard usasse o pescocito e ombro de seu filho querido como alavanca para sua flecha negra atravessar o ponto fraco da vil criatura faladeira. Essa tática do PJ teve mão dupla, pois é muito surreal usar o filho como arma, mas ao mesmo tempo dá uma ideia de sacrifício e confiança. “Vira a cabeça mais pra direita por favor…”. Embora caía no mesmo ponto onde mesmo a ficção precise de algo sólido para se apoiar. Daí Peter Jackson nos dá uma cena foda do Smaug voando desengonçado até sua língua desenrolar em slow motion em uma agonia pré-morte onde ele cambaleia para o esquecimento. Essa parte sim foi, como disse, fodástica. Em Imax ver esse pedaço do filme ganhou uma nova beleza. O dragão era tão real. Fora isso foi legal (menos pro povoado, rsrs) ver um dragão enfurecido rasgando os céus e arruinando uma cidade com todo seu poder. O único adendo é que realmente poderia ter sido mais agradável se o Smaug fosse morto  em batalha e não em um bate-papo. Quando ele morreu, aquela criatura incrível, lamentei em partes por ser um personagem realmente incrível como o são todos os dragões.
Após a morte de Smaug o foco volta para os anões. Os salões de Erebor podem ser novamente tomados visto que o perigo foi dissipado. Confesso que foi meio estranho ver a tomada por completo dos salões de tesouro. Foi meio que Thorin Forever Alone. Senti falta de um Tio Patinhas Mode em mergulhos nos salões coberto por tesouros. Achei meio oco as cenas deles procurando a Arken Stone. Enquanto o anão-mor é tomado pela tal “doença do dragão” vemos que Gandalf está apanhando mais que boi bandido em Dol Guldur. Galadriel, Saruman e Elrond chegam para ajudá-lo (Radagast também, rsrs.) tomando conta da situação.
  Essa cena tem um molde feito para fãs do tipo "Imagina se" ou "quem ganharia...", mas deixa um pouco mal explicado para quem não é fã, embora nos EUA seja praticamente um livro obrigatório (inveja), quem são aqueles "fantasminhas" embora nossa musa da Middle Earth chegue recitando o poema clássico da contagem de anéis por raça dando a dica.
 A respeito dessa cena (eu sei, desculpa fazer tantas críticas, rsrs) acho muito vazia mostrando apenas alguns takes mostrando os caras mais fodas da Terceira Era (e de outras, rsrs) dando um corridão no Sauron. Mas e depois? O que houve? Sauron aprendeu sua lição e jamais voltará? Sabemos que não. Há boatos que existe preparado um caminhão de cenas estendidas, mas… Bem, depois pequeno gafanhoto, depois… Saruman dizendo que iria atrás de Sauron para "detê-lo" até deixa implícito o que aconteceu...
Aproveitar que estou com o queijo e a faca na mão (na verdade a espada élfica e as lembas) e matar (Não, ainda não é o rei sob a montanha, rsrs) dois plots que pra mim mais afundam que ajudam o filme. Temos o Alfrid (outro personagem inventado e que segue a linha do Língua de Cobra) que após o Smaug ter caído (e provavelmente matado-o) em cima do rei (Mestre, na verdade) da Cidade do Lago vemos que Bard toma a iniciativa de guiá-los até a Montanha Solitária tentando conseguir provisões e dinheiro com os anões. Porém o uso do personagem é forçado demais. No início você sente uma certa graça. Mas aí vem a insistência autoral do PJ em mostrar que o cara é um covarde e em inúmeras cenas você vê sempre a mesma ladainha reforçando o óbvio até culminar na cena patética e sem graça dele vestido de mulher e apalpando os peitos falsos. Okay, a primeira vez ele escondido do trabalho como velhinha embaixo de um véu está até aceitável, mas ele ajeitando o soutien… Nossa. Nem tem o que falar. É tipo a piada do anão pintudo no Segundo filme. Grosseira. Não combina com a temática do filme, nem remete com a classe da versão literária.
Falando no casal interracial por mais que ache uma perda de tempo criar um personagem para uma trama que já tem tantos e alguns anões, por exemplo, passaram batidos em desenvolvimento acho que o pior de tudo nem é o romance em questão, mas sim que não deu pra sacar o que o Peter Jackson (e/ou o Guilhermo Del Toro) quiseram passar. Não me venha com essa de fica a livre interpretação que nesse caso não cola. Veja bem há uma pista de que talvez a Kate pudesse ser mãe do anão com cara de modelo de cueca. No terceiro filme muitas coisas batem, pois a elfa diz que andou por aí, tem o significado da pedra, alguns olhares estranhos. Até a hora que ela beija ele não dá pra ter certeza de nada. Beijo póstumo, é verdade, necrofilia pegando, haha. Aliás nem depois do ósculo consigo ter total clareza dos fatos. Ficou uma trama subdesenvolvida. Nem sequer sabemos o que acontece com ela. Na minha opinião ela deveria ter morrido também. Esses dias vi uma pergunta em um fórum se ela devia ter ficado com Legolas ou com Kili. Eu acho que ela deveria ficar com o ostracismo.
Mas nem tudo são horrores. A parte da Guerra dos 5 exércitos (que dá nome ao filme) é muito boa. PJ se tornou um especialista em elaborar cenas assim. Batalhas é com ele mesmo.


Cabeças rolam ainda que contidas e disfarçadas por truques para evitar restrições etárias mais rígidas. Boa, mas não sem ressalvas, pois há coisas lá especialmente para irritar. Os cortes são brutos e as continuações seguem uma ordem meio aleatória. Noto que o povo leigo ficou viajando em quem seriam os 5 representantes da tal Guerra. Só pra constar: Anões, elfos, humanos, orcs e as águias. No meio deles apareceram trolls, minhocas gigantes, Beorn em uma aparição pra lá de legal de 2,5 segundos (hueheue) e por aí vai.
Dáin, o Pé de Ferro é um puta acerto. Ele e os anões sob seu poder dão toda uma nova vida ao filme. Vejo nesse caso um tipo de comédia mais adequado a filmes “medievais”. Risos sobre modos trogloditas, haha. Gandalf até diz que Thorin é o mais sensato da família. Sua montaria, o porco pulador é um espetáculo a parte. Spoiler: Fiquei muito triste com essas mortes: O porco e o Alce do Thranduil. ='(
 As estratégias da batalha novamente tem suas falhas. Os elfos se aproximando de Erebor é fantástico, mas na hora de anões e “fadinhas da floresta” se juntarem em um mesmo time os anões se protegem com escudos e os elfos… Saltam por cima como libélulas livres para alçar vôo. Poxa, a coisa mais fácil era um orc enfiar uma lança no… hã… pé de um dos soldados. Visualmente é bonito o vôo das maritacas élficas, mas em uma guerra muito descabível. Também não comprei muito a idéia de que mendigos humanos conseguissem muitas coisas não. Há ainda, novamente, a supervalorização de Bilbo (que apesar de ficar bastante tempo off) se torna um grande lutador sem precisar do anel para acertar criaturas com o dobro de sua força. Gostei dele usando pedras para acertar trolls, uma coisa meio Davi x Golias. Mas o lado espadachim dele é a habitual deturpação de personagem. Heróis nem sempre hão de usar a força. Também me chamou atenção que não importa se de um lado há um anão com uma espada e do outro um brutamontes orc com superforça e uma arma mil vezes mais pesadas o impacto das forças opostas se anulará em um “Tlink” no ar e as armas ficarão segurando uma a outra paradas, equivalem-se magicamente. Eu relevo o Légolas pulando pedrinhas,

 mas tem coisas que chamam bem a atenção. Aí já é demais. Pô, uma clava teria jogado Thorin longe ou rachado sua cabeça.
Falando no anão principal… Achei muito mal desenvolvido o jeito que o Thorin se cura da tal enfermidade. Em um momento ele está acusando seus irmãos e deixando Dáin se furunfar lá fora da montanha, na outra ele se olha em um reflexo e tem uma puta mudança de consciência. Se no Segundo filme o GoPro deu uma estranheza, a cena da confusão de identidade do rei sob a montanha não fica atrás. Creio que o desenvolvimento poderia ter sido mais refinado. Um exemplo bacana é de quando o rei anão pega o hobbit com uma noz do jardim do Beorn e eles falam sobre amizade e há um clima muito bacana que rapidamente é cortado quando Thorin ouve que os elfos estão chegando para pegar o seu tesouro e ele tem uma mudança de um sorriso amigo para a expressão de um psicopata guerreiro. Ali foi bem trabalhado esse lado ao invés daquele efeito escroto de chão de ouro movediço lhe engolindo. Credo.
 Outra coisa que queria falar a respeito do Thorin: Tanto no livro quanto no filme acho que as pessoas enxergam ele e sua paixão pelo dinheiro de maneira equivocada. Na verdade eu acredito que o anão está certo no que ele defende e até vemos um pouco disso em algumas partes da película. Thorin e sua trupe estão indo recuperar o seu lar e o seu tesouro. É deles, não haveria porque dividir com pessoas de fora. Mesmo o auxílio dos Homens que lhe ajudaram foi em troca de um favor futuro e de dinheiro. Ninguém ajudou eles de graça com exceção de Gandalf que é uma entidade superior. Até mesmo o nosso adorável hobbit iria receber algo pelos seus préstimos.

E Thorin jamais fala em não pagar aos seus irmãos anões e seu ladrão profissional. Ele é honesto, mas também é justo. Eles que foram até o dragão. Eles que conquistaram Érebor ainda que não tenham matado o dragão. A herança é deles. Sinto que Tolkien possa ter brincado um pouco com nosso lado de justiça com isso, embora claro que havia muito ouro para ajudar os que precisavam. Mas a questão é... É decisão de quem a escolha? Thorin sabiamente disse que não negociaria com ninguém que trouxesse um exército a sua porta como saqueadores. E nisso ele estava certo. Mas isso é algo que sempre gosto de discutir, não tem a ver com a resenha em si, haha.
As mortes são rápidas e um pouco brutais, como manda uma boa Guerra. Muitos no cinema foram pegos de surpresa. São emocionantes e você realmente sente a perda. Você torce para nessa parte o final ser diferente do livro. Mas Peter Jackson leva a risca o destino traçado por Tolkien. Fili, claro, tem a morte mais vagabunda deles.
O embate final entre Thorin e Azog poderia ter sido mais épico já que foi essa a intenção do diretor para esse filme. Há uma dispersão entre a luta final visto que além do enfrentamento Thorin fica sucessivamente combatendo contra diversos figurantes orcs randômicos como uma antiga partida de RPG da época de 8 bits. A coreografia da luta é um pouco contida e quando eu achei que o final do Azog (esse que é tipo um Galvão Bueno só narrando a batalha lá de cima de uma geleira – orcs podem ser estrategistas, mas isso foi cômico…) teria sido o Thorin jogar uma pedra em seus braços virando uma geleira eu é que gelei. Ia ser um puta final corta clima, apesar de engraçado. Há de se definir qual caminho se quer seguir... Mas há um “me mata que eu te mato” final. O anão curioso segue o vilão, por qual motivo não se sabe, até ter o pé empalado por uma espada. A luta recomeça para durar alguns segundos onde o, ainda e por um pouco mais, rei sob a montanha abre sua guarda para poder achar a do adversário.  Thorin mostra que prefere ficar por cima vencendo a luta a um alto custo. Bilbo encontra o corpo dele e há uma bonita cena que vale o ingresso.
 Amizade, uma bela lição ainda que no filme até não se mostrou tanto assim esse laço entre eles dando mais foco nesse último filme. Mas tudo bem, sabemos em nosso interior o que rolou. Assim terminado tudo que havia para ver sobre a guerra (um detalhe importante: Thorin antes de morrer vê lá do alto que as águias, sempre as águias, chegaram e estão virando o jogo ou seja ele viu que morreria vitorioso) pulamos (achei meio preguiçosa a edição do filme)  para onde os anões estão agradecendo Bilbo e isso é de partir o coração. Despedaçados pela perda de seus companheiros a companhia que restara agora liderada por Balin agradece o seu ladrão favorito. Então vemos Gandalf e Bilbo fumando um cachimbinho que traz de volta o início de tudo. Achei meio forçado as cenas finais no Condado, mas entendi que era pro hobbit dizer o que ele sentia a respeito do antigo rei sob a montanha e o que ele era do Thorin: Amigo.
Bom, apesar de todas essas críticas que muitos vão odiar ler eu levo boas memórias da jornada até a Montanha Solitária e a volta para o Condado. Sim, inclusive o terceiro filme começou mal por não ter mantido o nome “Lá e de volta outra vez” como a bonita frase do livro. Decisão de cúpula da Warner. Queriam mais dinheiro. Assim como há boatos de que haverá muitas cenas pós-crédito. Sei que assim foi feito com cada filme, mas quem paga pra ir no cinema paga pra ver o filme completo. Guardando partes boas que compõe a história para ganhar uma mascada no DVD é tapeação. Como em Thor 2 que a segunda cena pós-crédito mostrava um beijo do nórdico com sua amada Jane Foster, coisa que acho que só eu vi na sessão porque todo mundo havia ido embora. Mas era parte do filme… Em épocas de DLC, Alphas, cenas inéditas em box caros… Acho que isso é um pouco de tirar o telespectador (ou "cinemespectador", huhu) pra trouxa.
Como a Marcela me confidenciou quando ela leu o livro do Hobbit os anões não foram tão bem trabalhados como podem ser em 3 filmes com atores, etc… e que a trilogia deixa muita saudades do Thorin, Bilbo e amigos. Que esse é o verdadeiro trunfo. Passamos três anos acompanhando essa baita viagem tanto fictícia quanto emocional e chegamos a conclusão de que mesmo com tantas coisas que desagradam não há nada tão bom quanto revisitar a Terra Média e nossos bons, velhos e queridos amigos. Bom filme. Ótimo filme, huhu...



Toma Rumo Guri!!
imagens: Google imagens e  Day Montenegro.

A Batalha dos Cinco Exércitos - Por Marcela Bezerra

   
OBS.: contém uma caralhada de spoilers. Leia por sua conta e risco.

   E então, o final chegou. O final de uma saga de três filmes, que de início me fez pensar que era "uma cilada, Bino". Acredito que muitos pensaram desta forma e ficaram apreensivos, afinal, um livro que nem era realmente grosso renderia roteiro para TRÊS filmes? Antes de deixar minhas impressões, gostaria de dizer que nunca fui super fã de Tolkien, daqueles que sabem suas obras de trás pra frente, tudo sobre sua vida, etc. Na verdade, até 2011 eu não curtia nada dele, com base na péssima experiência de leitura que tive com SdA anos antes. Orgulhosa como sempre fui, não permiti pensar que a leitura foi ruim por não entender diversas passagens, e sim que a história estava mal escrita, que ele era um drogado/pirado e o que mais tivesse passado pela minha cabeça à época. Isso não me impediu de respeitar e até mesmo admirar o fascínio que meu melhor amigo possuía por ele e seu universo. Tanto que o presenteei com as principais obras em 2010. Um ano depois, resolvi pegar O Hobbit na estante dele e ver se poderia desfazer minhas impressões. O mundo mudou a partir daquele instante...
   Conhecer a Terra Média foi algo mágico, abriu minha mente, me fez desejar ser um elfo (e eu pensando que elfos eram tipo os do Harry Potter)... bom, quem nunca quis ser uma criatura deste universo que atire a primeira pedra. A leitura foi tão boa que depois li SdA. E amei. Acho que foi melhor do que se tivesse gostado de cara, naquela primeira vez.
Em 2012, finalzinho, veio o primeiro filme d'O Hobbit. E eu com aquela cara de "vem merda por aí". Achei o primeiro filme até bem fiel, estranhei um pouco alguns anões... bem, eu fazia uma ideia diferente de como eles eram, o Fili e o Kili por exemplo, eles nem tinham cara de anões, até imaginava eles meio crianças na história. Fiquei boiando com aquela aparição do Frodo, mas depois que entendi achei genial. Um ano depois, voltamos a nos ver e lá fui eu criticar: mas que droga de personagem é essa Tauriel? Ela nem está na história e ainda por cima chega pra fazer triângulo amoroso com um anão que não parece um anão e o Legolas, que também não tá nessa história! Entre outras coisinhas. Porém, tinha uma coisa esplêndida acontecendo. O relacionamento entre todos, que até é bem superficial no livro (ele não é um livro denso, já disse), estava sendo explorado de uma forma muito bonita, principalmente entre Bilbo e Thorin. Aquela amizade acertou em cheio meu coração. Além disso, Smaug não poderia estar mais perfeito e assustador. O final deixou todos aflitos pelo último filme, e tivemos que esperar mais um ano.
   Mesmo ansiosa pelo desfecho, contando dias, quando chegou a hora de assistir confesso que fiquei com um aperto de saudade antecipado. Porém, de uma coisa tinha certeza absoluta: o filme não me pegaria de surpresa, já sabia tudo que iria acontecer, nada me afetaria. Nossa, como estava enganada...
  O filme começa exatamente de onde parou o segundo. Vemos Smaug estraçalhando toda a cidade, e então Bard aparece para salvar a todos. Confesso que esse destaque que deram ao personagem ficou muito bom, foi super bem explorado. Gostei bastante. Destaque incrível também dado à "doença" de Thorin. Podemos vê-lo enlouquecer gradativamente, preocupando seriamente seus companheiros anões e Bilbo. Nesse meio tempo, o Gandalf tá para virar comida de Orc, quando Galadriel e sua turma aparece para salva-lo. Se aqui eu já achei forçado, imagina como fiquei depois! Tudo bem, entendo que Jackson precisava dar grandes emoções ao filme, mas rélou, a história não era essa. Incluir uma personagem nada a ver com nada já foi esquisito, aquilo ali foi no mínimo desnecessário. Cena ficou legal? Ficou, mas não curti ela inserida no filme, apesar de saber que ela tinha um propósito maior.
   A guerra foi bem destacada também, muito mais do que eu esperava. Engraçado é que enquanto via o filme, ficava pensando no tipo de missão eles colocariam na última parte do jogo lego! E as baixas começaram a aparecer. Foi um choque e tanto quando o Fili morre, porque de verdade, não tava esperando naquele momento. Dei um gritinho no cinema e caí num choro muito sentido. Logo depois, Kili não demora a ter o mesmo destino. Nesse momento, apesar de muito triste, estava tendo um troço já, para entender logo qual era a da Tauriel. Tava quase acreditando que era a mãe perdida do coitado, quando ela beija o cadáver. Acho que preferia que ela fosse a mãe perdida, no fim das contas... Achei a batalha entre Thorin e Azog simplesmente épica, e apesar de saber o destino de Thorin, fiquei arrasada, completamente arrasada. A despedida do Bilbo então, nossa. Achei que nunca mais fosse parar de chorar. Como disse anteriormente, a amizade entre esses dois foi explorada de uma forma muito bonita e verdadeira.
   No final do filme, podemos entender de forma bem clara o que Jackson quis fazer desde o início, inserindo personagens que originalmente não estão na história: tudo se encaixa para dar início à jornada de destruição do Anel, embora os personagens não soubessem disso ainda. E quando voltamos aos "dias atuais", com o Bilbo já velho, vemos que aquilo se passa exatamente em seu aniversário. Porém, o mais importante não foi essa poderosa ligação entre os filmes que Jackson criou, e sim o que ele fez com os personagens. Foram tão bem explorados, ficaram tão conhecidos nossos, que passaram a fazer parte de nossa vida e ser nossos amigos. Impossível não sentir uma saudade imensa, já na hora em que os créditos sobem.



O Juiz (The Judge)


Homem de Ferro jurídico. Sim, a resenha de hoje fala de um filme onde RDJ interpreta um playboy fanfarrão que é gênio em sua área, conquista todas as garotas em um raio equivalente a extensão de seu orgulho e tem problemas, sérios, de relacionamentos com seus consanguineos. O Juiz (The Judge, no original) mostra um personagem que Robert já está acostumado a interpretar, um cara canastrão, e por mais que o adoremos vê-lo nessa perspectiva de arrogância mesclada com humor paspalhão fica a pergunta se personagens com essa fachada não o tornam de certa forma repetitivo e lhe limitam no desafio de uma atuação. Enfim, tirando esse fato, que não vai incomodar a maioria das pessoas (inclusive a mim, passa fácil no meu maleável senso de gosto cujo único requisito é me conquistar), 

O Juiz traz um filme emocionante ainda que dentro de um filme clichê de advocacia.
Por muito tempo os filmes e seriados de escritórios de advogados (Como os de Joe Pesci e, claro, senhorita Mcbeal) conquistavam uma fatia imensa do mercado de telespectadores. Eram cenas com mudanças drásticas de roteiro que realmente deixavam as pessoas na ponta da cadeira esperando qual seria a próxima revelação tirada da maleta da defensoria. Esse tempo porém passou e só ficou a saudade de quando esse tipo de roteiro ainda nos prendia a atenção. 
Apesar dessa enxurrada de "defeitos" a película é deliciosa e você realmente não sente o tempo passar do primeiro até o último frame. Os personagens são muito bem elaborados e mesmo os menos profundos são trabalhados para ao menos não serem ocos. Aborda vários problemas que qualquer classe social pode vir a passar por mais que mascarado por um mundo dos negócios formais da elite americana. Tudo isso com um banho de talentos de RDJ e de Robert Duvall (dobradinha de Roberts, rsrs).

Hank Palmer (Downey Jr.) é um advogado estrelinha megalomaníaco de uma grande cidade cuja única alegria verdadeira resida nos vagos tempos com sua pequena filha. Enfrentando um início de divórcio, uma traição sem importância e sua rotina nos tribunais que lhe tomam toda sua atenção ele recebe a notícia de que sua mãe falecera. E é através desse óbito que um portal para sua antiga vida em uma pacata cidade de interior se abre trazendo as alegrias vividas em uma vida com menos responsabilidades e um medo e ressentimento da frágil relação mantida com seu pai, que por acaso é o juíz do pacato distrito.

Hank tem 2 irmãos cada um deles com suas particularidades. O maior possuía um grande talento esportivo e teve sua carreira finalizada por um acidente provocado pelo filho rebelde e o menor aparenta traços de altismo e sendo assim vive em uma certa desconexa realidade colocando seu pouco senso de atenção na paixão pelas filmagens. Ao voltar a cidade pequena onde cresceu logo o advogado lembra porque deixou pra trás tudo que tinha ao se digladiar ferrenhamente com seu pai. Decidido a nunca mais voltar de vez um fato inesperado lhe obriga a permanecer no lugar: Seu pai cometeu um crime e vai a juri popular por assassinato.
Vemos um filme com inúmeras cenas engraçadas que servem como alívio para as com forte apelo dramático. Somos pegos por um enredo que criar problemas sequenciais em escalas muito bem graduadas. Inclusive a debilidade da saúde do juíz vai nos sensibilizando e enchendo nossos olhos com lágrimas. 

Também tenho que mencionar a excelente atuação de Vera Farmiga que está cada dia mais bonita e é uma bela MILF. Huhu...

É um filme dentro de outro filme. Se você quer as velhas  películas de juri poderá se decepcionar um pouco com o raso conhecimento teórico onde aparentemente tudo parece um tirar leis de cartolas, ainda que o suspense pelo veredito final seja muito bem trabalhado e esperemos com curiosidade quase angustiante por ele.

 Porém por trás das batidas de martelo da lei há uma história bonita sobre famílias unidas ainda que imperfeitas, sobre juventude, sobre superação e amadurecimento. O tempo passa e a única coisa que realmente ganhamos de nossos progenitores que podemos nos orgulhar e continuar carregando são as lições de vida recebidas. Mesmo que nem sempre aplicadas da maneira mais pedagógica e sim como sentença de um juiz carrasco.

Se o filme vai ganhar algum Oscar não importa. Importa que é um puta filme que deve estar na sua lista de 2014. Um dos top 3 com certeza.

TOMA RUMO GURI!!

Annabelle


Uma coisa é certa: Hoje em dia é muito mais difícil assustar do que antigamente. Mesmo com efeitos especiais de primeira linha em contraponto dos antigos borrões e fantasias com zíper parece-me que os diretores de Hollywood se enchem de uma confiança em seus computadores apostando que alta resolução possa assustar alguém, sendo que o que nos amedronta ainda hoje é justamente aquilo que vemos muito pouco deixando nossa imaginação completar as lacunas. Além disso as pessoas são mais esclarecidas e são poucas as que ainda sentem um frio na espinha ao ver algo relacionado a fantasmas ou demônios.
Porém nos últimos filmes que veem saindo nos cinemas podemos ver uma tentativa exitosa de recuperação de velhas crenças apostando em velhos trunfos e passando-se para muitos críticos como clichês, mas para mim mostra uma reinvenção da moda antiga de se fazer um bom thriller. Invocação do Mal, Livrai-nos do mal e Annabelle tem além da inspiração de histórias reais (o que sempre dá um aperto a mais no orifício) o fato de apostarem em velhas temáticas batidas, mas exitosas e focando nas formas simples de assustar o seu público alvo.

Annabelle, como mencionei, é uma história baseada em fatos reais (embora fatos tão frágeis quanto o pano que reveste a boneca) e também é um spin-off de Invocação do mal, um bom filme com a MILF Vera Farmiga interpretando a sra. Warren, uma verdadeira caçadora do sobrenatural muito famosa nas bandas do norte e que também investigou junto ao seu marido o caso da boneca que na vida real parece a Emília. O enredo, de Annabelle, mostra uma família que toma posse do horrendo brinquedo antes do suposto caso verídico.

Depois de ganhar de presente a adição a sua coleção de uma boneca horrenda que nos faz questionar o gosto de Mia, a protagonista da película, presenciamos um bizarro ritual de uma garota que envolve o seu próprio suicídio (com o brinquedo em suas mão claro), assassinato de seus pais, além de quase um aborto da protagonista tudo isso em algum tipo de pacto confuso com o tinhoso para trazê-lo a esse plano. Mesmo após todo esse perengue a personagem interpretada por uma mulher chamada Annabelle (puta coincidência) dá a luz a uma bonita e saudável filha para quem dedica sua vida. O marido dela é um banana e serve apenas para escada para prosseguimento da história sem se perder em monólogos. Há também uma livreira que teve uma experiência pesada de sobrenatural e morte na família e encontra na problemática família uma chance de não permanecer sozinha. E claro, tem uma puta boneca horripilante. Annabelle.

Pois então, aí estão todos os elementos de todo bom filme de terror. Um homem paspalho que não consegue nem por um momento fazer frente ao perigo, uma mulher imbecil que vai sempre nos piores lugares nos piores momentos e não sabe se está ficando louca ou não, um padre representando a força do bem, mas fraquejando nos momentos de aperto, uma mulher que tem algum dom ou experiência para ajudar, uma vítima indefesa e inocente e o mal representado em uma noiva perfeita para Chucky. Com certeza o filme não é a obra-prima do sobrenatural (fica bem longe disso), mas traz uma obra com alguns sustos bacanas e que faz valer a pena perder um pedaço de final de semana nele, ainda mais se for ver filme de casalzinho.
Ainda que os sustos do filme venham em sua maioria com a alternância da intensidade da caixa de som do cinema (um truque bom e usado nos 3 filmes mencionados), tem algumas partes com sustos visuais novos (praticamente). Essa parte da foto da criança correndo em direção a câmera é muito boa, segue a foto:

Também por mais que os personagens humanos não tenham construções lá muito elaboradas começamos a ansiar por um desfecho que acabe com o sofrimento daquelas pessoas envolvidas, uma especie de sensação de mal estar alheio, um bom sinal para filmes do estilo. Não gostei muito do final que por mais que queira dar um tom mais leve pra história dá a entender, não gostaria de prolongar esse assunto dentro da resenha, que alguém se deu muito mal. Assista e irá entender. Mesmo com suas falhas é um bom filme que começa (não sozinho) a resgatar o terror para o grande ecrã. Que excelentes filmes do gênero abundem nossas telas para saciar os famintos pelo medo.

Toma Rumo Guri!!

Isolados



Antes de mais nada um aviso: Essa é uma resenha sobre um filme NACIONAL. Isso mesmo, N-A-C-I-O-Nal =Pp
É engraçado falar isso já que por mais que surjam uma ou outra pessoa defendendo a 7ª arte brasileira a maioria das pessoas já torce mesmo o nariz para produções tupiniquins, mas o fato é que quando eu pedi o ingresso para esse filme o atendente do cinema fez essa mesma indagação que eu citei. Ele falou: Você sabe que esse filme é nacional, certo? Do tipo "por sua conta e risco". Eu sabia, fui sabendo do risco que eu corria.

Isolados conta a história de um casal desajustado (ele um psiquiatra, ela uma pintora) que sobem a serra fluminense para ter um tempo de descanso, só que rumores de bandidos violentos tira a paz do médico que em uma extrema e não compreensível babaquice resolve não contar nada para sua parceira. E o filme é praticamente isso. O casal em um frenético modo de sobrevivência. Pelo menos é isso que dá pra falar do filme sem dar um baita spoiler.
Tentando ser justo o filme aborda um caminho diferente do que os projetos brasileiros têm tomado. Ao invés do viés da comédia que sabe-se por que é uma receita fácil de sucesso nos cinemas brazucas, esse filme encabeçado por atores globais aposta em uma trama voltada para o suspense/um pouco de terror o que não é muito comum de se ver nas produções nacionais.

Falando um pouco mais a fundo sobre a trama ela é confusa mesmo e até um pouco mal estruturada. Embora muitas pistas do quebra-cabeça sejam deixadas a mostra durante o decorrer do filme, dá pra notar que as pontas não foram bem amarradas, na verdade há pontas do lençol do roteiro balançando estendido em um temporal de ideias mal captadas. Mas então o filme é ruim? Um pouco. Há um excesso de lirismo talvez tentando dar um ar de filme europeu e se perdendo em imagens estáticas. Uma torneira escorrendo por uns 15 segundos explica o que quero ilustrar. 5 segundos seriam o bastante para dar entender algo, mas o preciosismo acaba tirando esse brilho e tornando-o banal. Outra coisa é que de fato o filme se torna muito maçante em muitos pedaços. Porém o filme consegue trazer uma preocupação pelos personagens, ainda que você não se importe realmente com eles. Não quer que morram já que o perigo parece rondar. É como se despertasse nossa empatia, mas não simpatia. Não morram, espero que saiam vivos, mas rápido, okay? Mais ou menos assim.
Não dá pra entender o problema real da dupla por mais que alguns flashbacks se apresentem. Vcoê parte do zero e assim continua. Também é impossível saber o porquê da personagem do Bruno ser tão extremamente estúpido. Toda idiotice atrai um destino pesado, não dá pra chorar um leite derramado por negligência de fechar a tampa. É esquisito. Você quase acha que eles mereceram estar na situação que estão.
Não gostei também do final que remete a uma das lendas urbanas mais famosas de todas. Pareceu clichê demais. Um caminho fácil para um roteiro pretensioso. Sem querer dar dica, mas esse tipo de plot dá uma sensação de tempo perdido.

Sobre os atores creio que a escolha do Bruno Gagliasso para tal papel não tenha sido acertada, pois por mais que a personagem dele talvez fosse focada em uma certa apatia é difícil distinguir o quanto vemos da tal dita apatia e o quanto realmente é apenas uma interpretação desacertada. Mesmo nas partes de explosões emocionais não conseguiu me convencer de muita coisa. Regiane Alves está mais a vontade no seu papel. Temos inclusive a presença do agora defunto José Wilker, uma boa surpresa para quem achava que não iria mais ver sua interpretação em uma obra inédita. Isso mostra um pouco também o quanto demora para um produto nacional que não é mainstream sair dos rascunhos.
Ao término do filme conversei rapidamente com um casal e um rapaz que comigo eram o público total da sessão. Também falei com um lanterninha que me disse que muitos saem desse filme sentindo-se enganados. Mas o pessoal que assistiu comigo elogiou-o a ponto de dizer que nem parecia produção daqui, não pelos efeitos, mas pelo estilo suspense da história. Fato é que é uma película que causa uma certa confusão nos sentidos e que apesar de um final insosso vai durante o percorrer da sessão lhe trazendo sentimentos antagônicos, mas ao menos vai cumprir sua missão como filme: De alguma forma mexer com você. Para o bem, ou para o mal.

Toma Rumo Guri!!

TRG Reviews: Cavaleiros do Zodíaco - A Lenda do Santuário

 
Você certamente já tem uma opinião formada sobre o filme que reconta uma das sagas principais dos cavaleiros de bronze mesmo que ainda não tenha ido ao cinema assisti-lo. Centenas de declarações de ódio tem abundado nos principais canais de comunicação e redes sociais e isso com certeza vai cortar as asas de um Pegasus e transformá-lo em um simples pangaré. Fãs enraivecidos tem rasgado suas revistinhas Herói com a Saori Kido na capa e atirado seus bonequinhos da Bandai ("Porque os verdaaaaadeiros cavaleiros do zodíaco são da Bandaaaaaai") e estão gritando aos quatro ventos dos picos antigos que aquilo é tudo menos uma adaptação de Saint Seiya.

Foto dos clássicos para tirar o gosto ruim da boca...
Bom, primeiramente uma rápida contextualização: CDZ foi o primeiro anime (consciente do que era pelo menos) que eu assisti daquela leva que a Manchete traria na onda do sucesso dos santos de bronze. A febre foi tanta que a emissora da Bloch importou da terra do sol nascente várias "cópias" de armaduras como Samurai Warriors e Shurato. Demorou até que a rede percebesse que o segredo de Seiya e amigos não eram apenas um bando de armaduras caricatas, mas sim uma mensagem de amixade, determinação e porradaria com nexo. Disso veio Yuyu Hakushô. Eu lembro nitidamente que trocando de canal parei na Manchete ao ver um desenho onde um loiro de olhos gigantes lutava fazendo passos de ballet contra um sujeito bizarro com os olhos afundados. Era Hyoga de Cisne que ao aplicar o seu Pó de Diamante e vencer seu adversário usando uma boa dose de sua frieza e desdém habituais marcaria o início de uma paixão por um simples anime. Sim, comprei bonecos, tenho quase todas revistinhas já citada (Herói maldita com seus spoilers malditos) e discutia ferozmente que o meu personagem favorito, o pupilo de Kamus, não havia morrido para o vilão oriundo das profundezas de um vulcão da Ilha da Morte. No fim não morreu mesmo graças a um talismã dado por sua mãe, mas a história pára por aqui. Sem querer parecer hipster, mas acompanho os cavaleiros de bronze há muito tempo e acompanhei toda as sagas dos protegidos de Saori da Guerra Galática até Poseidon em um loop de repetições de pacotes de episódios que a Manchete comprava aos pouquinhos. Sim, Hades só veio depois, nem tinha sido produzido. No máximo um cdzinho com Pandora trocando um papo com Ikki.

Finalmente Seiya de 4 com sua armadura galopante
Por eu conhecer Cavaleiros muito bem e por ser um resenhista de filmes que posso falar com toda certeza: Não posso analisar esse filme. Cuma?! É, isso mesmo. Ao meu ver esse é um filme infantil. E não a nível de Toy Story, Procurando Nemo, Tá Chovendo Hamburguer, pois mesmo esses você poderia achar alguma coisa para se agarrar. Em A Lenda do Santuário (Que de Santuário ficou na lenda mesmo) pra mim exerce a mesma função de A Galinha Pintadinha. É uma animação rasa que é cheio de cores e luzes para deixar suas crianças olhando para a tela fixamente. E quando me refiro a infantil não suponho que você visualize nossa meninice quando assistiamos TV Manchete, mas sim infantes de 3, 4 anos mesmo. E levando por esse ponto de vista o filme é aceitável. Não é bom, é só um "ok" do tipo não é nem de longe a pior coisa já feita. É somente vazio. Roteiro, história, personagens, carisma... Tudo.

Saori ficava melhor com as tranças longas, huhu...
A animação e a modelagem (temos que falar visto que se apostou tanto nesse trunfo do 3D) são muito bonitas em algums partes, mas estranhei que em algumas outras os designers 3D parecem que ficaram na preguiça. A pele da Saori (principalmente a perna) e o casaco do Seiya são de uma textura incrível, mas daí você vê o rosto do Kamus e sente um certo desdém em manter a qualidade. Os gráficos misturam um semblante cartunesco com expressões e visual mais sério, acachapado. Logo no início o que se nota e poderia ter sido um desastre ainda maior foi o jeito totalmente tosco de corte de cenas e principalmente o efeito de luzes pirotécnicos. Queriam mostrar logo cedo ao que viriam, mas esse é um dos erros crassos ao brincar com CG que é achar que quanto mais efeitos, explosões e luzes piscando freneticamente melhor. Ledo engano.
Oi, Aldebaran meu nome é Sey... Alcancei o 7 sentido!!!
 Honestamente não há muito o que se falar do enredo da trama. Além da história das 12 casas ser mega conhecida (e batida o suficiente para não se mexer nela), há o fato de que não há tempo hábil para desenvolver nem 1/12 da saga original. Pode parecer exagero, mas nenhuma das casas de ouro foi desenvolvida com o mínimo de integridade. NENHUMA. Novamente parecem (as cenas) ter sido feitas para pessoas com um grau baixíssimo de rigor e altíssima aceitabilidade de tudo. Todas as lutas seguem essa fórmula: Mocinho fala que vai enfrentar o malfeitor. Vilão fala que mocinho não é páreo para ele por não ter o sétimo sentido desperto, inimigo acerta um único golpe em mocinho e esse mesmo (mocinho!!!) revida com um golpe mortal vindo do alto do desespero dessas duas frases trocadas ao acaso. Sério, é frustrante sequer imaginar que achariam mesmo que alguém aceitaria esse nível de desenvolvimento porco. E acho estranho mesmo se concebido para crianças, pois o Japão não costuma facilitar nem mesmo pra elas.
Seiya dando a dica da faixa etária do filme

Todos os personagens são mal desenvolvidos com exceção do Pocotó de Pegasus. Os outros bronzeados não tem personalidade nenhuma e o Ikki vira algoz de personagem secundário como o figurante número 7 que acerta sabe se lá o que no peito de Saori. Hyoga, Shun e Shiryu são escada pro viadinho do Seiya. Saori em tese aparece até mais que o percursor das camisetas vermelhas para líderes, mas é tão cheia de gritinhos, amuadices e mimimis que chega a ser chata. Não se sabe se ela é determinada ou bundona até o final. Seiya brilha se comparado aos outros, mas isso não é mérito algum. Os cavaleiros dourados são o ponto fraco de algo que já não é lá essas coisas. Além de personagens desvirtuados como uma mulher na casa de Escorpião, Afrodite que ninguém sabe nem como é sua voz e um Máscara da Morte que é a síntese de meu argumento já que ele encena, sapateia e, sim meu amigo, ELE CANTA! Tudo típico de uma corruptela da Disney. Muito mal feito e embaraçoso. O engraçado é que tinha bastante adultos e de casalzinhos na sessão.
Touro e Mu. Sacaram a ironia bovinal? =Pp

No fim das contas acho que todo mundo levou na piada tudo e apesar de pouca risada ser audível era nítido o risinho forçado do tipo "ah eles optaram em fazer assim então. Interessante!", porém com certeza todos estavam um pouco envergonhados de terem sido pegos em um filme com a classificação etária errada para eles. Ah, como eu dizia dos cavaleiros de ouro eles iam sendo embolados uns com os outros Shaka indo na casa de leão, Mu na de touro, a garota-escorpiã sendo anfitriã de Shura de Capricórnio fazendo ter muito personagem para pouca função. Saga me lembrou o último episódio de Changemans onde o vilão Gozma era um planeta, kkkkkkk. Dica: Se puder corra do cinema gritando bem alto ao tapar os ouvidos na parte do Colossus, kkkkk.
Esse é o calaleiro de Pegasus. Acho...

Nem discutirei o design das armaduras, visto que é a última coisa que valeria ser abordada depois de tudo isso. Apesar de não serem esteticamente bonitas, pelo menos acaba com o argumento de que as tiaras das donzelas de Athena não protegeriam nada. O problema é que é difícil saber quem é quem.
Sinceramente se não soubessemos que eram os ícones de nossa infância e fosse vendido como um filme qualquer o valor sentimental desse filme seria zero. Não há empatia, não há nenhuma emoção, não há diversão franca. O que sustentou suportarmos a tortura de assistir um filme para crianças (de 1h30min, pequeno para os padrões de hoje em dia) pequenas foi o fato de completarmos as lacunas com nosso know how de CDZ e com certeza de muitas vozes originais dubladas por esses talentosos artistas tupiniquim. Nosso Saga deve estar com uns 80 anos, mas sua voz ainda é firme e vigorosa e o Seiya, Ikki, Shiryu e o Hyoga  mantem a qualidade do anime mesmo o timbre valendo mais que a própria animação.
Comédia estilo Zorra. Difícil rir assim. Saori pagando de Bulma, mas sem os peitões. =Pp

Poderia falar ainda muito mais, mas acho desperdício. Como disse antes não é o pior filme do mundo (ainda mais falando de animações 3D que tirando a Pixar, DreamWorks e a ESMA não costumam dar importância relevante para o argumento da trama) e se fosse um filme de sessão da tarde você iria assistir por curiosidade com seu sobrinho com capacidade inteligível baixa e daria risada de quão tosco é a produção. Só que ao mesmo tempo é um filme confuso e talvez beirando a violência o que não seria adequado para eles. Talvez como disse seria ideal para criaturas que se entretém com luzes e brilho do monitor. Talvez um cachorro. Nem, seria maldade com o melhor amigo do homem, huhu...
Tá, se você não gosta de Saint Seiya porque não acontece nada e os personagens são paradões ou por qualquer outro motivo não assista a esse filme. Se você é fã confesso vá ver com a simples curiosidade de ver o que essa geração vai herdar deles. Mas vá sozinho, compre um combo gigante de pipoca e Coca-Cola e não vá em um fim de semana. Não torre um finde para isso. Pegue uma quarta, sei lá eu. E leve na esportiva que aí talvez saia uma experiência tranquila. Uma pena, tão dominantes do sétimo sentido e não chegaram nem perto de aprender a dominar a sétima arte.
Seiya tá puto com a crítica...

Ps. O cosmo virou o sexto sentido. Puta que pariu, intuição = cosmo.

Toma Rumo Guri!!


TRG Reviews: As Tartarugas Ninja


As Tartarugas Ninja X As Tartarugas Ninjas
Antes de mais nada: Por que o nome é Tartarugas Ninja? Sim, o Ninja no singular. Não sou especialista na norma culta da língua, mas creio que o correto seria mesmo Tartarugas Ninjas, no plural ambas as palavras concordando direitinho e bonitinho. Porém há quem diga que a palavra ninja (忍者) não flexiona em número no Japão (não tem o plural, isso é verdade). Há também quem diga que elas praticam a arte de ser ninja. Porém nas traduções para o português a expressão tem que se adequar ao (veja vocês) PORTUGUÊS! Também não cola muito essa história de praticar porque nunca ouvi falarem, por exemplo, os homens corredor. Enfim, não quero cagar regra, mas não faço ideia do por que fizeram essa tradução. Agora a resenha:

Essas tartarugas tem levado a sério a malhação... Te cuida com o antidoping, Raphael...
Os quelônios mais amados da cultura-pop (sem medo de errar, não consigo lembrar de nenhuma outra tartaruga com tanta expressão) voltaram para a tela grande para mais pizza, artes-marciais e non-sense e, com certeza, nos fazer rir pra caramba. Primeiro é necessário avisar que o filme já está há algum tempo em cartaz portanto vá ver antes que tenha que alugar o DVD. Sério, é uma experiência que vale a pena. Por que eu demorei tanto para ver? Bem... Deixe-me contar uma história:

Vai dizer que não era o máximo esse grupo? =)
Minha infância e adolescência foi cercada por referências da cultura pop, porém uma das franquias que mais me acompanhou foi a desse quarteto de répteis com nomes de artistas renascentistas. Lembro de minha mãe me levando ainda infante para assistir o Segredo do Ooze (segundo filme das tartarugas que você pode ver AQUI) em um cinema que ficava, se não me engano, na Av. Padre Chagas. Cara, minha cabeça explodiu. Como eles faziam aquelas tartarugas humanoides tão perfeitas (sim, para a época, embora ainda hoje acredite que seja assim) e reais. Para uma criança qualquer coisa que levasse a alcunha de ninja era mágico, imagina quando eram quatro répteis humanizados que amavam comida italiana treinados por um rato simpático e amigos de uma jornalista gostosa que lutavam contra uma gangue liderado por um cara de armadura. E eram adolescentes. Sim, era tudo o que dava pra tentar imaginar, rs.
Santa Tartaruga!

Além disso havia o desenho que passava nas manhãs da Globo (que também era "ducaramba") e os games (ah, os games!).
Dava pra jogar de 4. =Pp

Com exceção do TMNT 1 do nes (nintendinho) que era muito ruim todos os outros jogos arrebentavam. O 3 com cenas na praia, o do Snes com um chip bem utilizado para poder jogar um inimigo na tela e, claro, a versão do fliperama que permitia (junto com um dos Simpson que guardo na memória) poder jogar com mais três amigos simultaneamente.
Doni deve ter miopia. Não sabia que era possível em répteis.

Acredito que o segredo (não do Ooze, mas dos personagens) do sucesso além de tudo isso já citado era a diversidade de personalidades. Sim, nos quadrinhos que deram vida a obra todos usavam a mesma cor de faixa e não eram bem diferenciadas, mas quando elas ganharam a mídia elas não só vieram com as já famosas máscaras roxa, azul, laranja e vermelha como ganharam personalidades bem delineadas e um humor gostoso o suficiente para marcar sua infância.
Se tamanho é documento, Donatello é o mais bem servido, huhu...

Por serem 4 irmãos com gostos e personalidades diferentes não era raro que cada criança se identificasse com uma nas suas brincadeiras. A maioria gostava do Mike (Michelangelo) por ele ser o engraçadão beirando a idiotice, mas tinha os que gostavam do lado sério de Raphael, os que curtiam a liderança do Leonardo. Alguns iam pelas armas e nesse quesito tenho pena do Rafa, huhu. Meu irmão tinha no Léo sua favorita, mas nunca descobri se foi por ele ser xará dele ou algum motivo mais profundo que isso. Eu não sei o porquê, mas minha Tartaruga Ninja preferida sempre foi (e sempre será) o Donatello. Claro que eu poderia dizer que é por causa de sua sapiência (embora sejam tartarugas e não sapos =Pp), mas eu era criança, não sei se já era esse gênio que sou hoje (huhu =Pp).
Okay. Já dei um background para vocês entenderem a importância do quarteto para a geração dos anos 80 e 90. Mesmo com o péssimo filme número 3 (no japão feudal com viagem no tempo) a gurizada realmente era apaixonada por eles. Eu tinha muito medo que eles cagassem o filme novo e por muito tempo não se falasse mais nesses animais mestres do ninjitsu, mas (felizmente) não foi assim. O filme é bom. Muito bom!
Bate-papo no esgoto.

É difícil emplacar filmes/desenhos/games que marcaram época em versão repaginada. Nos trailers eu me assustei com o semblante que Michael Bay deu para as ninjas tartarugas. E não é só por causa do bico de quelônios que não estava mais lá, mas porque elas usavam um macacão de bambu e (nos trailers) faziam piadas horríveis. Era no nível do filme do Homem-Aranha, sabe qual é? Pois então. Megan Fox também me agoniava. E ainda tinha todo um boato que elas seriam alienigenas e não mais mutações. Caraca, vê se não é motivo para tirar o sono de um fanzoide.

Sensualizando com o bloco de notas. Quem nunca? =Pp
Porém pela primeira vez na vida dou os parabéns para o Bay (não gosto dos filmes dele cheio de ação robótica e apatia de personagens) que soube transportar os elementos essenciais de Michelangelo e sua turma para a década atual dando um visual moderno, mas lá no fundo, ainda eram as mesmas humoristas comedoras de pizza treinadas por um rato e... Ah, você já entendeu o ponto.

Acabando com a magia da coisa. O detalhe é que ele tá animado. É a Megan, a gente entende, kkkk.
O filme tem ação na medida certa, com lutas muito bem coreografadas (milagre se tratando do diretor), a Megan Fox (que é muito linda) materializou bem a April e sua determinação e sede de confusão, o Splinter é bem carismático e o cameraman (que pra mim é um motorista de repórteres) completou bem o time. O ponto mais fraco com certeza foi para o Destruidor que está muito caricaturizado, um Power Ranger misturado com o Inspetor Bugiganga. Bay ainda trouxe nele sua visão de Transformers. O personagem em si (um lutador japonês) era respeitoso e quando ele obteve sua armadura tudo ficou ainda melhor. Não fossem pelos apetrechos forçados teria sido um personagem legal. Inclusive a cena final com ele enfrentando o quarteto ninja mais a gostosa é muito grandioso.

Essa cena é hilária. Vai por mim. ;]
O humor é no ponto. Embora esteja em voga o pastelão escrachado no cinema nenhum filme (com exceção de Guardiões) esteve tão bem alicerçado no fazer rir. Inclusive tirou o gosto ruim da boca dos trailers, elas (piadas) dentro do contexto ficaram muito boas. Levei a superguria para assistir, ela que não tinha essa cancha das personagens que eu tenho (fora ser muito exigente para humor), riu às veras em muitas cenas. Muitas mesmo.

Até a dublê da Megan Fox é gostosinha, kkkk. Vai dizer que ela não podia ser a April também?
Falando nas personagens, elas são muito bem construidas e você realmente fica preocupado mesmo sabendo que não vai acontecer nada aos que levam o nome no título. Mesmo assim você fica roendo as unhas (se for mulher =Pp) e embarca nas cenas recheadas de um som de qualidade e efeitos especiais muito bonitos em cenas que às vezes não tem nenhum humano (tá, tem os atores com aquelas roupas esquisitíssimas, huhu). A cena que o Splinter enfrenta o Destruidor também é muito boa e você torce para ele não morrer. Também preste muita atenção na cena na neve com o close bondoso na bunda da Fox. Para as meninas tem o destaque heróico do Raphael. u.u''

Cena final é foda demais.
Ainda vale uma última observação. Em um momento avançado do filme Mike grita o velho refrão "Cowabunga" e aqui vai um elogio aos dubladores que mantiveram o nosso "Santa Tartaruga" no lugar, visto que a expressão havaiana não é tão célebre por aqui. Talvez o ponto fraco do filme é que a versão dublada não traga as vozes dos antigos filmes e desenhos, mas os novos dubladores mandaram bem também.
Bom, se ainda der tempo corra até uma sessão que esteja passando o filme e se divirta sem medo porque o filme é muito bom. Para velhos fãs e para os novos. Tem muitaaaaas refêrencias implícitas no filme. ;] Tudo na medida certa e bem dosado.

Pra arrebatar o post fiquem aí com uma versão feminina das tartarugas.
Pra tirar tinta do rego depois deve ser difícil. Uma semana defecando verde. =Pp
Que cascos, huh?

Toma Rumo Guri!!