A Morte do Cavaleiro 2



   O cavalo desacelerou, suas patas arrastavam terra para frente. Do animal desceu um pequeno homem carregando uma pequena bolsa e mantinha um semblante assustado.

   - Bargon! Você tem que voltar ao castelo. Estamos sendo atacado pelo temível Negro. 

   Negro era um cavaleiro como Bargon, exercera o mesmo cargo real que ele e atingira feitos heróicos, porém foi corrompido pelo lado escuro abdicando de todo seu prestígio. Aprendera feitiçaria e hoje se apresenta como o maior perigo de Thumarius. Antes de se exilar prometeu que três coisas se cumpririam: Casaria com lady Mary, se tornaria imortal e cravaria uma espada no peito de Bargon, que o enfrentara e o expulsara das terras do rei com a ajuda dos Gafanhotos. 

   - Foi tudo um plano para nos tirar de perto, nos distrair! - Exclamou Daigon.
   - Vamos, não percamos tempo. - Disse Bargon erguendo seu braço rumo ao norte e montando seu cavalo.
   Cavalgaram por dois quartos de hora e quando o sol já se retirava do horizonte chegaram ao pé do castelo. Não havia balbúrdia alguma. Momadi viu um homem escondido atrás de um barril e puxou-o e empurrou-o em direção de Chrakhuo que o fez falar:

   - Vamos, não se afobe - Enquanto levantava o homenzil do chão devido ao seu tamanho - Onde está o rei, a lady Mary e o Negro?
   - O Negro invadiu os portões de ferro e passou por todos os homens que estavam a postos. Ele está no hall, de pé ante nossa majestade...
   - Okay. Deixe que mostremo-lhe como agir de forma adequada.

   O rei estava caido ao chão. Foi levantado por Bargon e amparado. Não estava muito ferido e apontou para a sala de tesouros. Estava aberta, aliás arrombada. Por muitos anos a porta daquela sala esteve encerrada e agora permanecia escancarrada, dando-lhe instruções precisas de o que havia acontecido. Bargon e os Gafanhotos invadiram a sala e viram o Negro entre inúmeros artefatos raros, com a lady Mary entre seus braços. Ele olhou para eles como se soubesse que não se atrasariam para a festa. Jogou-a ao chão e ela logo foi acolhida pelos Gafanhotos. Bargon falou:

   - Deixem que eu me encarrego dele...
   - Ajudaremos-te então. - Disse Chrakhuo.
   - Não. Cuidem de lady Mary, eu do cavaleiro negro. - Puxando a sua espada que havia pêgo no hall.
   O cavaleiro feiticeiro parecia rir. Não havia motivo para graça, mas ele parecia achar tudo mais e mais engraçado. Negro se chamava Heikdô, era hábil com lança e espada. Tinha a pele caucasiana e um enorme e grosso cabelo preto como um céu de tempestade. Sua aparência era severa e formal, embora aparentasse ainda ser jovem. Algumas rugas começavam a cruzar sua face como grandes estradas, porém nada que o fizesse perder sua jovialidade, nem mesmo sua altivez.

   - Chegou a hora de eu cumprir o primeiro dos meus juramentos. - Vociferou Negro. - Está vendo essa espada? Pois você a verá cada vez mais e mais perto até que eu possa enfeitá-la com seu sangue.
   - Se é uma batalha que você pede, é isso que vai ter...

   Os dois homens se lançaram como feras sobre o outro e o que se ouviu foram os sons de metais pesados se degladiando com muito furor.


1 comentário

Bezerrinha em 25 de novembro de 2011 04:24

O ruim é que só daqui a uma semana vou poder ler a continuação... =/